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O Fim da Trégua e o Medo que Prevalece


Estamos há duas semanas para o fim da trégua militar decretada pelos presidentes Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, visando permitir que as negociações entre o Governo da Frelimo e a RENAMO decorram num ambiente de harmonia e paz.

Enquanto o tempo limite da trégua passa, mantém-se a ansiedade em relação ao progresso e o desfecho final do processo negocial.

Estamos há duas semanas para o fim da trégua militar decretada pelos presidentes Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama, visando permitir que as negociações entre o Governo da Frelimo e a RENAMO decorram num ambiente de harmonia e paz.

Enquanto o tempo limite da trégua passa, mantém-se a ansiedade em relação ao progresso e o desfecho final do processo negocial.

Entre os moçambicanos, há os que fora da ansiedade, estão também receosos quanto ao futuro que lhes espera depois do fim da trégua. Continua a preocupação entre os membros da RENAMO, alguns que andavam escondidos por causa do medo dos esquadrões da morte. Embora tal como disse o Presidente Afonso Dhlakama, a RENAMO esteja confidente com os compromissos assumidos pelo senhor Filipe Nyusi, é importante destacar que o medo de ser morto ou sequestrado ainda não acabou.

Também os que perderam os seus familiares nesta cruzada, certamente ainda não saiu das suas cabeças o fantasma da morte, para além de ainda não estarem claros sobre o futuro que lhes espera.

Optimistas ou não, não deixaremos de apelar aos nossos militantes para a mesma postura de prontidão, vigilância e aptidão que sempre os caracterizou na esperaça de que novos tempos se avizinham e que a vitória será certa. Por isso, apelamos para que além de uma simples trégua militar, tanto o Governo como a RENAMO, devem adicionar mais esforços no sentido de convencer que nada de mal voltará a acontecer aos membros da RENAMO ao regressarem para a vida política activa. Esforços esses que farão que cada moçambicano acredite de que existe um real compromisso com a Paz e por via disso é possível conviver como família.

Para tal, é preciso que as negociações sejam retomadas o mais breve possível de modo que as matérias em discussão, sobretudo no que se refere a descentralização seja concluida na sessão parlamentar que arranca dentro dos próximos dias.

Apesar dos receios, anima-nos saber que a Assembleia da República, enquanto órgão legislativo está a levar em consideração a matéria sobre a descentralização o que levou os parlamentares moçambicanos a Espanha, Alemanha e daqui há pouco à Itália em busca de modelos de descentralização adequados a realidade do nosso país.

Tal como temos estado a defender, o processo de descentralização, sobretudo antes dos próximos pleitos eleitorais, é irreversível.