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Boletim Informativo a Perdiz N° 220

Editorial
A PAZ E O SUCESSO DA DEMOCRACIA NÃO PODEM SER CONSOLIDADOS COM A DEMAGOGIA!
O actual Governo da Frelimo tem estado debaixo do escrutínio do Povo e da Comunidade Internacional, devido à sua ineficácia em responsabilizar criminalmente os autores das chamadas dívidas ocultas, por um lado, e devido a sua fraca capacidade em devolver a Paz aos moçambicanos e de aceitar os ditames da democracia.
Na sequência, temos estado a acompanhar o presidente Filipe Nyusi a desdobrar-se em esforços gratuitos para dizer que a paz depende de todos os moçambicanos e que a justiça deve trabalhar para esclarecer o caso das dívidas. Paralelamente a este desdobramento, temos estado a assistir o próprio presidente Filipe Nyusi a abandonar aquilo que tinha prometido aos moçambicanos como seu principal “patrão”: a harmonia, a paz e a inclusão.
Hoje, mais do que nunca, assistimos os moçambicanos estão cada vez mais divididos, os níveis de intolerância são preocupantes, a corrupção e a impunidade ganharam maior espaço, enquanto que a violação dos pressupostos legislativos ninguém consegue travar.
Vivemos num país em que não sabemos se o presidente que nos foi imposto pelos órgãos eleitorais e pelo Conselho Constitucional, tem algum poder ou não. O país continua a navegar a deriva como um barco sem comandante e, o Governo continua a cometer os mesmos erros dos governos anteriores. Os órgãos de administração da Justiça, com destaque para o Conselho Constitucional definitivamente têm medo de actuar, optando por isso por acobertar ilegalidades e inconstitucionalidades praticadas por este Governo.
Contudo, não é nossa percepção de que o presidente da República carece de colaboração dos moçambicanos e particularmente, de homens e mulheres de boa vontade.
Foram várias as vezes que elementos da sociedade civil, académicos, a Igreja Católica, as Comunidades Islâmica e Maometana, a RENAMO, os partidos extraparlamentares e outros actores nacionais e até internacionais tentaram dar o seu contributo ao processo moçambicano e terminaram diabolizados, mortos ou mesmo sofrendo atentados protagonizados pela própria Frelimo e, Filipe Nyusi, seu presidente não teve nenhuma palavra e muito menos acção.
Estamos na metade do mandato deste ciclo governativo e, o Governo ainda continua por esclarecer as mortes de Gilles Cistac, Jeremias Pondeca, do Coronel José Manuel e de tantos outros cujo pecado foi terem tentado contribuir para a paz e boa governação. Também ainda não esclareceu, muito menos se pronunciou sobre os atentados ao presidente Afonso Dhlakama e do secretário-geral da RENAMO, Manuel Bissopo.
Entendemos por isso, que as últimas incursões de Filipe Nyusi, visam reduzir as pressões sobre si para conseguir chegar ao congresso do seu partido aliviado e isso permitir-lhe que entre no ciclo eleitoral.
O que continua se esperando de Nyusi, é seu reconhecimento no envolvimento dos seus homens no reacender das hostilidades, o que arrastou o país para a instabilidade política e social, empobrecendo ainda mais a nossa economia já fragilizada pela má governação.
De Filipe Nyusi, espera-se não só o aperto das mãos ao presidente da RENAMO, mas também que conduza o país à harmonia social e igualdade de oportunidades para todos, que o público moçambicano, bem como os parceiros de cooperação internacional tanto desejam ver concretizados em Moçambique.
Isso sim, seriam passos que permitiriam estabelecer os princípios de uma paz efectiva, uma verdadeira reconciliação nacional e a consolidação da democracia que se pretende que seja da responsabilidade de todos.

Boletim Informativo a Perdiz N° 215

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