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2017 sem Descentralização

Editorial

Está prestes a terminar o ano de 2017, ano em que muitos almejávamos ver materializado o sonho da Descentralização da Governação no nosso Moçambique mas isso foi mais uma vez adiado sine die por força da lentidão do Governo da Frelimo.
Foi um ano de significantes vitórias na luta pela Democracia, vitórias estas que nos aproximaram da meta que é a Democracia, mas convém que saibamos recobrar nossas forças de sorte a não “morrermos na praia” por nos deixarmos dominar pela emoção fazendo nós próprios virar a nossa canoa.
Estar quase a chegar não é chegar. Este quase que ainda nos falta, exige de nós, moçambicanos dedicação, atenção, muito estudo e acções consequentes que não podem ser negligenciadas. Por consequência da negociação entre a RENAMO, a Frelimo, estamos próximos de alcançar entendimentos sobre a descentralização e assuntos militares. Estamos quase, mas temos que nunca esquecer que o desejo do partido no poder é ainda continuar a guiar o país para o monopartidarismo, a ditadura de voto, a domonição ideológica.
Depois de os termos forçado ao recuo estratégco que os leva a quererem passar-se por autores e precursores da ideia da descentralização, temos que continuar empenhados em promover a inserção dos valores e do pensamento democrático no sentimento, no raciocínio e na consciência colectiva dos políticos do nosso país, começando e acabando por nós mesmos. Nós, os quadros de RENAMO, temos que ser os primeiros políticos moçambicanos com pensamento e atitudes democráticas, porque é a nós que cabe a missão de ensinar Moçambique a se fazer país de Democracia Moderna como desejamos.
Moçambique possui nas suas tradições muitos hábitos e costumes democráticos mas, não teve desde a Independência, um governo democrático, já que o poder governativo ficou nas mãos do Partido comunista que hoje se diz disposto a mudar a realidade nacional e até pretende apropriar-se da autoria das ideias acerca de descentralização e democracia moderna que o povo moçambicano teve que lutar até a morte para conquista-las. É missão de todo o homem de boa vontade ser incansável em dizer a verdade a todos os concidadãos que encontrar no seu caminho. Começando pela família, amigos e vizinhos. Todos nós devemos ser anunciaodres da verdade sobre a História do nosso Moçambique, porque a verdade consolida a Paz que nós muito almejamos.
A Paz depende de todos nós e é por isso que todos devemos conhecer a verdade para sermos capazes de aquilatar as realidades sobre as quais precisamos de opinar, votar, ensinar, aprender todos os dias .
Somos nós cidadãos quem sofre com a guerra, e também somos nós cidadãos que temos o poder de repreender os nossos políticos obrigando-os a abandonar escolhas e comportamentos anti-democraticos que nos prejudicam, e semeiam prejuízos para o futuro dos nossos filhos como é o caso das fraudes eleitorais, da imposição de governos e governantes indesejados a qualquer nivel, como vem acontecendo no nosso Moçambique. Dá até para sentirmos relutância em aceitar que estamos na época festiva já que as causas da Guerra não estão ainda removidas, mas não podemos deixar de dizer às crianças que é Natal e Ano Novo, não podemos deixar de dar a elas o sorriso, o presente, o abraço que a data recomenda, nem mesmo nos dispensarmos de partilhar entre nós os votos de boas festas, os bindes de amizade, enfim.
Com este vazio que os nossos políticos no governo nos criam ao deixarem passar mais um ano sem que e a lei da Descentralização da administração de Estado esteja aprovada, nem os homens residuais da RENAMO enquadrados nas Forças de Defesa e Segurança e/ou desmobilizados, acrescentando ao encarecimento dos produtos que culpam à crise da dívida oculta, enquanto confessam que a subida do dólar foi arbitrariamente decidida para diminuir o défice do orçamento, o Povo Moçambicano não pode deixar de celebrar mais um Natal e uma passagem de ano. Alguns passarão as festas aplacados, entre torturas, prisões arbitrárias, outros fazendo greve a reivindicar direitos que lhes são negados como salários. Queremos encorajar a todo o povo moçambicano para que a paciência e a esperança não sejam nunca perdidas de vista, pois a vitória da Democracia está cada vez mais próxima e inevitável.
Que o Povo fique cada vez mais firme até ao fim, pois o tempo da mudança chegou.

Leia todo o Boletim Informativo a Perdiz N° 225,Aqui

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