Temos neste momento um dos exemplos vivos da prática de fraude, usando enchimento das urnas. Assim, temos em mão boletins de voto numerados pré-votados, que foram apanhados na posse dos membros da Frelimo nas filas de votação. Estes boletins estavam na posse do senhor Sualehe Malda, professor de educação de adultos na Ilha de Moçambique, onde milhares de simpatizantes da Renamo foram impedidos de votar.
Mais uma vez queremos reafirmar que os presidentes das mesas de votação ordenaram as detenções dos delegados de candidatura da Renamo com objectivo principal de introduzir os boletins de voto nas urnas a favor da Frelimo e do seu candidato. O exemplo vivo são estas provas que temos aqui da Ilha de Moçambique.
O nosso espanto é o delegado de candidatura que surpreendeu este senhor Sualeha Malda, apresentou queixa, e a polícia ao invés de deter o violador da lei optou por deter o delegado de candidatura, o senhor Bilaly Vuqueque e deixou o indivíduo, violador da lei eleitoral, a mando da Frelimo, a passear à sua classe, o que se conclui que os agentes da polícia actuaram sob orientações do partido Frelimo e seu candidato.
Estes factos e outros, demonstram, à partida, que o processo eleitoral de 2009 enferma de graves irregularidades que põem em causa a sua credibilidade.
Assim, queremos dizer à sociedade moçambicana, e ao mundo, em geral, que estas eleições estão falseadas. Por isso a Renamo e seu candidato não aceitam os resultados destas eleições.
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