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Rádio Terra Verde
CONFERÊNCIA DE IMPRENSA SOBRE CAPTURA DO ESTADO MOÇAMBICANO PELO PARTIDO FRELIMO 04/05/10

APRESENTADOR: FERNANDO MAZANGA

FUNÇÕES: PORTA-VOZ NACIONAL

Convidamos os Senhores Jornalistas para manifestarmos a nossa indignação e repúdio à  intenção  e  pretensão  do  Partido  Frelimo  de  capturar  o  Estado  Moçambicano.

Acompanhamos,  na  Assembleia  da  República,  durante  a  Sessão  de  perguntas  ao  Governo  que  teve  lugar  nos  dias  28  e  29  de  Abril  de  2010,  a  posição  da  Bancada  do  Partido  no  poder,  coroborada  pelo  Governo,  ora  capitanedo  pelo  Ministro  Chefe,  Aires  Bonifácio  Ali,  a  intensão  inequívoca  de  o  Partido  vermelho  pretender  oficializar  a  captura  do  Estado  Moçambicano  para  servir  seus  apetites  politicos.

Mutiplicaram-se  e  desdobraram-se  em  retóricas  os  Deputados  do  Partido  no  poder,  na  defesa  da  “GAFE”  que  o  seu  Secretário – Geral,  Senhor  Paunde,  cometeu  ao  afirmar  de  viva  voz  que  iriam  continuar  com  células  do  Partido  na  funcão  pública  e  outros  sectores  de  vida  pública.

A  RENAMO  entende  que  partidarizar  o  Aparelho  de  Estado  é  minar  as  relações  humanas,  pois,  as  pessoas  passam  a  ser  catalogadas  com  etiquetas  partidárias,  o  que  inibe  o  desenvolvimento  de  qualquer  Actividade.

Partidarizar  o  Aparelho  de  Estado  é  limitar  a  capacidade  de  iniciativa  criadora  dos  funcionários,  pois,  estes  passam  a  ser  avaliados  pelo  seu  grau  de  desempenho  politico  e  não  profissional.

Partidarizar  o  Aparelho  de  stado,  Senhores  Jornalistas,  é  descriminar  a  maior  parte  dos  Moçambicanos  que  não  estão  filiados  a  nenhum  Partido  Político.

Partidarizar  o  Aparelho  de  Estado  significa  que  o  medico  filiado  a  um  Partido  pode  interromper  a  intervensão  cirúrgica  para  ir  atender  questões  do  seu  Partido  solicitado  pelo  camarada  secretário!

É  por  isso  que  assistimos  o  movimento  desusado,  com  teor  camuflado,  acoação  de  docents  e  discentes  nas  Escolas  para  ostentarem  o  cartão  verlho  e  posteriormente  serem  usados  nas  mesas  de  voto  para  enchimentos  das  urnas  com  boletins  pré-votados  a  favor  do  Partido  e  do  candidato  do  Partido  dos  camaradas  e  ou  a  inutilização  dos  boletins  de  voto  a  favor  da  RENAMO  e  do  seu  candidato,  com  recurso  a  tinta  indelével.

Assistimos  ao  desespero  da  Bancada  da  Maçaroca  na  Assembleia  da  República  manifestada  através  de  discursos  demagógicas  para  manterem  a  única  tábua  de  salvação  que  lhes  resta,  que  é  de  prender  os  funcionários  do  Aparelho  de  Estado,  num  ramo  já  seco  e  prestes  a  partir-se.  Estamos  a  dizer  que  o  Partido  dos  camaradas  sobrevive  à  custa  da  manietação  dos  funcionários  do  Estado  que  os  confunde  com  funcionários  do  Partido.

A alegada presença  do  cartão  vermelho  em  todos  os  lugares  é  uma  heresia  de  um  partido  que  tem  a  consciência  de  não  gozar  de  popularidade  nas  massas,  recorrendo,  por  isso,  ao  golpe  baixo  de  usar  a  isca  dos  7  biliões  para  enganar  os  incautos.

Vezes  sem  conta  o  Partido  no  poder  recorreu  à  coisa  pública  para  a  pseudo-supermacia  sobre  os  demais  concorrentes  aos  lugares  de  acesso  ao  poder.

É  por  isso  que  ainda  hoje  7  meses  depois  das  eleições,  as  nossas  avenidas,  ruas  e  muros,  continuam  com  panfletos  apelando  ao  voto  do  Partido  no  poder  e  seu  candidato,  com  a  cumplicidade  da  C.N.E.  que  permite  este  estado  de  coisas  que  podem  significar  uma  pré-campanha  para  as  eleições  Autárquicas  de  2013  e  Gerais  de  2014.

Com  este  comportamento  o  Partido  no  poder  demonstra  que  pretende  capturar  o  Estado  Moçambicano  o  que  significaria  o  retorno  à  era  do  Monopartidarismo,  a  era  do  “DINDASSI”,  isto  é,  da  escravatura,  ou  dos  trabalhos  forçados  que  eram  chamados  trabalhos  voluntários  em  machambas  colectivas,  e  outros  colectivos  hoje  recuperados  com  nova  roupagem.

É  isto  que  faz  com  que  se  apeguem  às  células  do  Partdio  onde  os  secretários  controlam  aqueles  que  não  aderem  ao  Partido  para  daí  medidas  administrativas  serem  aplicadas  para  não  progressão  na  carreira  do  aludido  funcionário.

Para  a  RENAMO  os  Hospitais,  as  Escolas,  as  Repartições  Públicas,  lugares  de  atendimento  público  e  outras  afins  e  não  devem  ser  palco  de  disputa  politica,  tal  como  não  o  são  para  disputas  eclesiásticas,  devendo  ser  reservadas  única  e  exclusivamente  para  o  atendimento  do  cidadão  independentemente,  da  cor  do  seu  Partido,  da  religião  que  professa  ou  do  seu  grau  de  instrução.

As  Repartições  do  Estado  devem  ser  livres  de  oportunismo  politico  para  permitir  um  atendimento  responsável  e  abrangente.

Por  isso,  Senhores  Jornalistas,  quremos,  através  dos  vossos  canais,  apelar  aos  Moçambicanos  para  aderirem  ao  projecto  da  RENAMO  e  do  Presidente  AFONSO  DHLAKAMA,  de  se  instaurar  uma  nova  ordem  política  nacional.

A  Nova  Ordem  Política  Nacional  assenta  no  princípio  da  entrega  da  independência  aos  Moçambicanos  e  não  a  um  punhado  de  gente  que  sob  a  capa  de  libertadores  da  pátria  nos  mantêm  refens  dos  seus  desígnios  politicos.

A  Nova  Ordem  Política  Nacional  deve  libertar  os  Moçambicanos  das  garras  daqueles  que  os  descrimina  em  função  da  sua  opção  política  ou  religiosa.

A  Nova  Ordem  Política  Nacional  vem  preencher  um  vazio  que  existe  no  País  desde  74,  com  a  formação  do  Governo  de  transição  que  excluiu  a  maior  parte  dos  Moçambicanos  que  quer  na  clandestinidade,  quer  nas  masmorras  coloniais,  lutaram  para  a  independência  Nacional.

A  Nova  Ordem  Política  Nacional  pretende  envolver  todos  os  Moçambicanos  na  criação  da  riqueza  condição  “CINE  QUA  NON”  para  a  eliminação  do  fosso  entre  o  rico  e  o  pobre.

A  Nova  Ordem  Política  Nacional  para  a  sua  implementação  é  mestre  que  se  crie  um  Governo  de  transição  que  vai  ter  como  função  primária  a  eliminação  das  células  do  partido  no  Aparelho  de  Estado.

A  Comunidade  Internacional,  principal  contribuinte  para  o  O.G.E. (Orçamento  Geral  do  Estado)  tem  papel  fundamental  no  arbítrio  deste  desafio  que  é  só  dos  Moçambicanos.

Os  doadores  não  podem  permitir  que  as  contribuições  dos  seus  co-cidadãos  sejam  aplicadas  a  favor  de  um  único  Partido.  O  compromisso  dos  Povos  que  apoiam  Moçambique  não  deve  ser  de  perpetuar  um  único  Partido  no  poder,  pois,  a  alternância  governativa  é  um  imperativo  da  Democracia  Multipartidária.

Chega  de  silêncio  cúmplice!

Moçambique  merece  e  precisa  de  uma  Nova  Ordem  Política  Nacional.

A  dita  chama  de  unidade  não  fará  nenhum  sentido  se  o  País  continuar  a  ser  gerido  nos  mesmos  moldes  que  vem  sendo  gerido  desde  74.  É  preciso  que  se  marque  uma  Nova  Era  com  uma  Nova  Ordem  Política  para  unir  os  Moçambicanos  e  restaurar  a  sua  dignidade.

TEMOS  DITO  E  MUITO  OBRIGADO.


webemaster em Maio 05 2010 06:24:00 · Imprimir
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