APRESENTADOR: FERNANDO MAZANGA
FUNÇÕES: PORTA-VOZ NACIONAL
Convidamos os Senhores Jornalistas para manifestarmos a nossa indignação e repúdio à intenção e pretensão do Partido Frelimo de capturar o Estado Moçambicano.
Acompanhamos, na Assembleia da República, durante a Sessão de perguntas ao Governo que teve lugar nos dias 28 e 29 de Abril de 2010, a posição da Bancada do Partido no poder, coroborada pelo Governo, ora capitanedo pelo Ministro Chefe, Aires Bonifácio Ali, a intensão inequívoca de o Partido vermelho pretender oficializar a captura do Estado Moçambicano para servir seus apetites politicos.
Mutiplicaram-se e desdobraram-se em retóricas os Deputados do Partido no poder, na defesa da “GAFE” que o seu Secretário – Geral, Senhor Paunde, cometeu ao afirmar de viva voz que iriam continuar com células do Partido na funcão pública e outros sectores de vida pública.
A RENAMO entende que partidarizar o Aparelho de Estado é minar as relações humanas, pois, as pessoas passam a ser catalogadas com etiquetas partidárias, o que inibe o desenvolvimento de qualquer Actividade.
Partidarizar o Aparelho de Estado é limitar a capacidade de iniciativa criadora dos funcionários, pois, estes passam a ser avaliados pelo seu grau de desempenho politico e não profissional.
Partidarizar o Aparelho de stado, Senhores Jornalistas, é descriminar a maior parte dos Moçambicanos que não estão filiados a nenhum Partido Político.
Partidarizar o Aparelho de Estado significa que o medico filiado a um Partido pode interromper a intervensão cirúrgica para ir atender questões do seu Partido solicitado pelo camarada secretário!
É por isso que assistimos o movimento desusado, com teor camuflado, acoação de docents e discentes nas Escolas para ostentarem o cartão verlho e posteriormente serem usados nas mesas de voto para enchimentos das urnas com boletins pré-votados a favor do Partido e do candidato do Partido dos camaradas e ou a inutilização dos boletins de voto a favor da RENAMO e do seu candidato, com recurso a tinta indelével.
Assistimos ao desespero da Bancada da Maçaroca na Assembleia da República manifestada através de discursos demagógicas para manterem a única tábua de salvação que lhes resta, que é de prender os funcionários do Aparelho de Estado, num ramo já seco e prestes a partir-se. Estamos a dizer que o Partido dos camaradas sobrevive à custa da manietação dos funcionários do Estado que os confunde com funcionários do Partido.
A alegada presença do cartão vermelho em todos os lugares é uma heresia de um partido que tem a consciência de não gozar de popularidade nas massas, recorrendo, por isso, ao golpe baixo de usar a isca dos 7 biliões para enganar os incautos.
Vezes sem conta o Partido no poder recorreu à coisa pública para a pseudo-supermacia sobre os demais concorrentes aos lugares de acesso ao poder.
É por isso que ainda hoje 7 meses depois das eleições, as nossas avenidas, ruas e muros, continuam com panfletos apelando ao voto do Partido no poder e seu candidato, com a cumplicidade da C.N.E. que permite este estado de coisas que podem significar uma pré-campanha para as eleições Autárquicas de 2013 e Gerais de 2014.
Com este comportamento o Partido no poder demonstra que pretende capturar o Estado Moçambicano o que significaria o retorno à era do Monopartidarismo, a era do “DINDASSI”, isto é, da escravatura, ou dos trabalhos forçados que eram chamados trabalhos voluntários em machambas colectivas, e outros colectivos hoje recuperados com nova roupagem.
É isto que faz com que se apeguem às células do Partdio onde os secretários controlam aqueles que não aderem ao Partido para daí medidas administrativas serem aplicadas para não progressão na carreira do aludido funcionário.
Para a RENAMO os Hospitais, as Escolas, as Repartições Públicas, lugares de atendimento público e outras afins e não devem ser palco de disputa politica, tal como não o são para disputas eclesiásticas, devendo ser reservadas única e exclusivamente para o atendimento do cidadão independentemente, da cor do seu Partido, da religião que professa ou do seu grau de instrução.
As Repartições do Estado devem ser livres de oportunismo politico para permitir um atendimento responsável e abrangente.
Por isso, Senhores Jornalistas, quremos, através dos vossos canais, apelar aos Moçambicanos para aderirem ao projecto da RENAMO e do Presidente AFONSO DHLAKAMA, de se instaurar uma nova ordem política nacional.
A Nova Ordem Política Nacional assenta no princípio da entrega da independência aos Moçambicanos e não a um punhado de gente que sob a capa de libertadores da pátria nos mantêm refens dos seus desígnios politicos.
A Nova Ordem Política Nacional deve libertar os Moçambicanos das garras daqueles que os descrimina em função da sua opção política ou religiosa.
A Nova Ordem Política Nacional vem preencher um vazio que existe no País desde 74, com a formação do Governo de transição que excluiu a maior parte dos Moçambicanos que quer na clandestinidade, quer nas masmorras coloniais, lutaram para a independência Nacional.
A Nova Ordem Política Nacional pretende envolver todos os Moçambicanos na criação da riqueza condição “CINE QUA NON” para a eliminação do fosso entre o rico e o pobre.
A Nova Ordem Política Nacional para a sua implementação é mestre que se crie um Governo de transição que vai ter como função primária a eliminação das células do partido no Aparelho de Estado.
A Comunidade Internacional, principal contribuinte para o O.G.E. (Orçamento Geral do Estado) tem papel fundamental no arbítrio deste desafio que é só dos Moçambicanos.
Os doadores não podem permitir que as contribuições dos seus co-cidadãos sejam aplicadas a favor de um único Partido. O compromisso dos Povos que apoiam Moçambique não deve ser de perpetuar um único Partido no poder, pois, a alternância governativa é um imperativo da Democracia Multipartidária.
Chega de silêncio cúmplice!
Moçambique merece e precisa de uma Nova Ordem Política Nacional.
A dita chama de unidade não fará nenhum sentido se o País continuar a ser gerido nos mesmos moldes que vem sendo gerido desde 74. É preciso que se marque uma Nova Era com uma Nova Ordem Política para unir os Moçambicanos e restaurar a sua dignidade.
TEMOS DITO E MUITO OBRIGADO.