 | Navegação |  |
 | Candidatira a Membro |  |
 | Utilizadores Online |  |
 |
Visitantes Online: 0
Membros Registados: 17
Último Membro: Natercia Lopes
|  |  |  |  |
 | Rádio Terra Verde |  |
|
 | INTERVENÇÃO DO SENHOR FERNANDO MAZANGA, CHEFE DA BANCADA DO PARTIDO RENAMO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA CIDADE DE MAPUTO |  |
 | Senhor Presidente da Assembleia Municipal Excelência; Senhor Presidente do Conselho Municipal, Excelência; Senhores Membros da Assembleia Municipal meus pares, excelências; Senhores vereadores do conselho municipal excelências; Distintos convidados; Minhas senhoras e meus senhores.
Apraz-nos saudá-los por ocasião desta sessão solene, a qual tem a peculiaridade de ter lugar na ressaca de uma data muito importante para o povo moçambicano que é o 25 de Junho.
Com efeito o 25 de Junho de marcou uma etapa nova para os moçambicanos, pois, foi nesta data que dos acontecimentos importantes tiveram lugar, nomeadamente, a criação de uma frente que congregava os ideais da geração 16 de Junho e se formaria um braço armado para se dar resposta ao massacre hediondo perpetrado pelo colonialismo português na vila de moeda, província de cabo Delgado! Esta junção teve corpo em 25 de Junho de 1962, onde nasceria a Frente de Libertação de Moçambique acrónimo FRELMO com maiúsculas, sigla esta que veio a ser apropriada por marxistas-leninistas, que introduziram o comunismo em Moçambique logo a seguir a independência.
O outro marco histórico foi a própria independência nacional, efusivamente saudade pelos moçambicanos, numa alegria que veio a ser transformada em sofrimento para o povo. É importante referenciar com destaque o papel da geração 16 de Junho que trouxe o pensamento de libertar o país do jugo colonial fascista que foi respondido com recurso ao uso da forca para impor uma razão fantasmagórica.
Os seguidores do pensamento da geração 16 de Junho, cedo entenderam que só com um ferro se corta o ferro e para o caso vertente só a força é que poderia anular a força imposta para impor um regime que oprimia os moçambicanos.
Não esteve no horizonte da geração 16 de Junho as lutas intestinais que se seguiriam ao longo dos 10 anos da luta de libertação nacional que culminariam com assassinatos bárbaros e macabros perpetrados por terroristas a soldo do regime comunistas da união soviética. O período de luta de libertação nacional foi palco de matanças cobardes não diferentes daquelas que tivera lugar a 16 de Junho de 1960 em Mueda com a única diferença de estas serem cometidas por moçambicanos contra os seus próprios irmãos com um único móbil: pensar diferente!
O pensar diferente levou a que uma boa mão cheia dos melhores filhos desta pátria fosse dizimada, num autêntico exercício de autofagia. Daniel Guambe, Urias Simango, Padre Guendjere Joana Simiao, Filipe Samuel Magaia, Eduardo Mondlane, só para citar alguns nomes, foram ceifados por pensar diferente dos comunistas que se tinham auto-proclamados defensores da linha revolucionária que tinham como propósito eliminar os ditos defensores da linha reaccionária. Estas páginas da história muita das vezes escritas ao contrário para confundir a própria historia, a pouco e pouco vem à tona, como azeite na água. Senhor Presidente, Senhores Membros da Assembleia Municipal, Excelências! não se pode falar do dia de hoje sem nos referirmos ao dia de ontem. Aliás, o passado é o único tempo real, o presente é fugaz e o futuro é hipotético, pelo que não devemos esquecer o tempo que passou.
A história, Senhor Presidente, conduziu-nos para a assinatura do acordo de Lusaka, etapa que pôs fim as hostilidades entre os moçambicanos e o governo colonial português. A assinatura do acordo de Lusaka a 7 de Setembro de 74 teve uma reacção belicista por parte de algum grupo de portugueses que estavam contra a independência do nosso país. Os residentes do Ka M’pfumo ou Xilunguine, como quisermos, deram uma lição de patriotismo. Defendendo a independência que já se avizinhava. Os marongas, maxanganas, macondes, massenas, ndaus, macuas, maxopes, machabos entre outras tribos, misturaram-se e num folclore de guerreiros cansados da dominação colonial e se bateram com galhardia para neutralizar o movimento de 7 de Setembro. Os curandeiros, nhangarumes, nhamussoros, católicos, muçulmanos, maziones, testemunhas de Jeová, apóstolos, metodistas, nazarenos entre outras confissões religiosas lutaram tenazmente para que a independência não retrocedesse. Comerciantes sapateiros, relojoeiros, sapateiros, prostitutas, batoteiros, estivadores, camponeses entre outras classes sociais ergueram os seus braços em defesa da independência!
E ela chegou!
A independência chegou naquela noite chuvosa, proclamada nesta cidade, as zero horas do dia 25 de Junho no discurso de Samora, afinal as zero horas e 10 minutos, nas revelações de hoje, feitas por aqueles que nunca ousaram dizer isso no tempo próprio sendo só agora graças àluta da RENAMO é que podem falar a verdade! A RENAMO libertou também os próprios quadros da Frelimo! Ode à RENAMO. Estas classes todas que juntaram seu suor e sangue defesa da independência estavam longe de pensar que saia o colonizador branco para entrar o colonizador preto! Os religiosos não profetizavam que os libertadores idos de Nachingueia destruiriam as igrejas, os santuários, as mesquitas, as sinagogas alegadamente porque eram sequelas do colonialismo português! Os curandeiros não advinham que seriam humilhados e chamados obscurantistas atrasados que só deviam ser evacuados para os campos de concentração.
Pior ainda, os maputenses não sonhavam que a operação produção separaria famílias porque o cartão de trabalho era condição para escapar a evacuação! Até hoje os filhos do ka mpfumo desapareceram nas matas de Niassa em Unango e outros centros em Cabo Delgado devorados por leões. “Ndza khumbula mina! Ndza khumbula” as bichas para 1kg de arroz por pessoa e a maldade dos milicianos que abusavam nossas irmãs para poderem ter pão para a sobrevivência!
Perdoar não é esquecer!
O povo sabe o que se passou e aqueles que se esqueceram porque hoje já soa eles os capitalistas e burgueses que ontem gritavam abaixo os capitalistas burgueses, por ai fora”, estamos aqui a recorda-los na ressaca da esta dos 35 anos da independência. A bela e sempre bem apreciada independência foi transformada em doce envenenado! É preciso resgatar o sonho da geração 16 de unho cujo archote esta nas mãos da geração 17 de Outubro. É esta geração de 17 de Outubro que luto pele democracia multipartidária, com Afonso Dhlakama a testa! É esta a geração de 17 de Outubro que está a dar corpo aos ideais da geração 16 de Junho. Não se devem arrancar as páginas da história!
Senhor presidente,
Caros convidados
Importa recordar aqui e agora o terror que se viveu na cidade de Maputo de 74 a 92. A ausência da democracia multipartidária abriu espaço para práticas comunistas que só atrasaram o povo moçambicano em geral e a cidade de Maputo e particular. Vimos carros blindados, tanques e outras máquinas pesadas a destruírem o alçarão das nossas avenidas e ruas, numa demonstração de forca que nem tinha as “Mariazinhas”.
Vimos as nossas crianças a assistirem ao “tiro ao alvo” em pleno comício popular, onde Gulamo Nabi foi abatido porque comercializou 20kg de camarão, Afonso Khotoi foi executado porque era inimigo do povo! Vimos muitos “xiconhocas” a ser maltratados em público porque eram tidos como inimigos do povo. Vimos a lei de chicotada a ser implementada com uma frieza demoníaca.
Conhecemos termos como candongueiros que eram atribuídos aos empresários de sucesso de hoje. Graças ao surgimento da geração 17 de Outubro foi possível estancar estes crimes praticados por moçambicanos contra moçambicanos Foi possível senhor presidente, acabar com as guias de marcha que serviam para a limitação da liberdade de circulação dos moçambicanos dentro do seu próprio território.
A geração 17 de Outubro, acabou com as bichas para 1kg por pessoa e abriu espaço para a economia de mercado livre onde a concorrência traria uma mais-valia e desenvolvimento económico não fosse as más políticas do actual governo.
Há grandes desafios que se colocam a geração 17 de Outubro que é trazer a independência económica ao ovo moçambicano. É preciso refrear a dependência eterna e entrar no mercado internacional para concorrer. Moçambique é um país rico apenas empobrecido por falta de políticas económicas e sociais viradas para um bem comum.
Os maputenses são empobrecidos porque os governantes não conseguem traçar políticas viradas para o desenvolvimento urbano e suburbano. Os governantes que temos tido em Moçambique em gera e em Maputo em particular são governos “tapa-furos”! Não consegue desenvolver projectos de raiz em concomitância com projectos de emergência! Por isso a nossa cidade, passados 35 anos tem crescimento raquítico, onde o gigante e o anão coabitam.
A nossa cidade ainda não se reergueu das práticas destruidoras dos cooperantes do leste que destruíram as nossas fábricas criando um exército de desempregados. A acção dos países do Leste em Maputo, ainda tem as suas, marcas com sucatas de Ifas, Ladas, Nivas e outras marcas que só chegaram para acto continuo morrerem.
Por outro lado, a ideologia do leste transportada para o nosso ais criou uma figura chamada confusão nas mentes dos dirigentes que governa o país há 35 anos! Hoje não sabem se são da direita ou da esquerda escondem-se em metafísica populista de que são do povo. Mas a nós não enganam! Quando é para pedir são democratas e recorrem ao ocidente, e quando lhes convêm são da esquerda, portanto socialistas marxistas e leninistas. Aí sim são camaradas! Alias, o termo camarada cria um outro “status” a quem o ostenta! Tudo quando feito em camaradagem, tem sentido de cumplicidade e de impunidade! Se alguém é denunciado como barão da droga, basta dizer que é camarada para toda a corja sair em sua defesa!
Um camarada é um intocável! Um camarada pode matar, roubar, humilhar, desencaminhar, violar, nada lhe acontece!
O termo camarada, reservado para forma de tratamento amistosa com forte conotação política utilizada entre adeptos de uma mesma ideologia ou militantes de um partido, em Moçambique leva a carga de impunidade, proteccionismo, cumplicidade entre outras formas de elevar a figura referenciada!
Nós lidamos com estes personagens no dia-a-dia nas relações humanas, mas quando entram no seio de camaradas, viram outra pessoas que pisam tudo e todos na defesa da ideologia. Pessoas boas como muitos dos que estão aqui, viram maldosas quando em defesa do partido! É este o legado que nos dá o partido que governa o país há 35 anos! É por isso que para a sobrevivência criam células do parido nas instituições públicas e similares.
É por isso Senhor Presidente que até hoje, volvidos que foram 8 meses depois das eleições gerais e presidenciais os maputenses continuam a ser poluídos pela publicidade eleitoral do partido no poder e do seu candidato, sem que as estruturas de direito nomeadamente, o Conselho Municipal, a CNE e seus órgãos de apoio movam palha para corrigir esse abuso do poder.
Senhor Presidente, lamentamos que esta independência que celebramos o seu 35º aniversário, não tenha sido para usufruto dos moçambicanos, mas sim para um unhado de gente ligado à oligarquia no poder. Este estado de coisas faz com que seja premente a instauração no país de uma nova ordem política nacional.
A nova ordem política nacional visa a libertação dos moçambicanos nos domínios políticos, económicos e sociais. Os moçambicanos não devem ser rotulados com cores políticas mas sim pela sua nacionalidade, patriotismo e entrega à causa da nação. A nova ordem política nacional visa eliminar as assimetrias regionais que são uma ameaça negativa para a geração do emprego.
A terminar Senhor Presidente, lamentar a destruição da unidade nacional, por prática de políticas segregacionistas levadas a cabo pelos actuais governantes que tudo fazem com base na filiação partidária. Todos sabem que mesmo dentro desta casa, tudo o que vem da oposição, por muito bom que seja, ainda que defenda os interesses dos munícipes é relegado para o esquecimento. A circulação da dita chama da unidade é sintomática do reconhecimento da falta desta. Porém, importa referenciar, senhor presidente que a unidade nacional não se faz à custa de um “xiphefo” ainda que movido a gás. A unidade nacional está para além de uma chama, ela, precisa ser vivida e sentida por todos, sem discriminação com essa na filiação partidária. A unidade é o reconhecimento da proxémica em ralação às fronteiras nacionais, respeitando sucessivamente o quarteirão, o bairro, a localidade, o posto administrativo, o Distrito, a província e por fim o país.
Todos devemos sentir o país, os seus símbolos, as suas maiorias e as suas minorias. Todos somos moçambicanos! Não há moçambicano da primeira e da segunda! O facto de alguns terem tido a oportunidade de irem à Tanzânia lutar contra o colonialismo português não os torna mais moçambicanos que os outros. É preciso vencermos a diferença e a distância entre os ditos libertadores da pátria (alguns) e a maioria dos moçambicanos. O recurso ao “xiphefo” para se evocar ou invocar a unidade nacional é o reconhecimento tácito da falta desta!
Encorajamos o senhor presidente a continuar a dirigir essa casa de forma que marque diferença entre reuniões partidárias onde o tratamento é de camarada, com todas as implicações que fizemos referencia nos parágrafos anteriores! Nada contra a nação, tudo pela nação! Tahata nhamuntla ni nhima lana”
Maputo, 30 de Junho de 2010 Fernando Mazanga, Chefe da Bancada da Renamo.
|  |  |  |  |
|  | Galeria de Imagens |  |
 | Entrar |  |
 |
Ainda não é Membro? Clique aqui para se registar.
Se esqueceu a sua senha? Solicite uma nova aqui.
|  |  |  |  |
 | WebMail |  |
 | Ultimas Notícias |  |
 | Últimos Artigos |  |
 | Translate This Site |  |
|