Eleitores impedidos de votar e STAE reconhece desaparecimento de cadernos elitorais
Enviado por Ivone Soares em Novembro 06 2009 11:03:04

950 eleitores indignados por não terem encontrado seus nomes nos cadernos eleitorais, no dia da votação, confiaram a Delegação Política Distrital da RENAMO, em Angoche, os seus cartões de eleitores para que se comprove o desaparecimento de cadernos eleitorais. «Não entregamos a polícia, nem as autoridades governamentais locais porque são Frelimo»-desabafavam os eleitores impedidos de votar.

 

Esta é mais uma prova evidente do que sempre dissemos: inúmeros eleitores ficaram sem seus nomes nos cadernos eleitorais.


Notícia Expandida

Esta é mais uma prova evidente do que sempre dissemos: inúmeros eleitores ficaram sem seus nomes nos cadernos eleitorais.

 

O cartão de eleitor é um documento pessoal e intransmissível e a RENAMO denunciou inúmeras vezes que os secretários dos bairros e grupos dinamizadores andavam de casa em casa retirando os números dos cartões de eleitores. O que os motivava ficou clarificado quando milhares e milhares de eleitores, chegados as mesas de voto, não encontravam os seus nomes.

 

Como sabeis, qualquer Partido político tem zonas onde goza de maior influência e apoio popular. No centro e norte de Moçambique a RENAMO sempre teve implantados os seu bastiões.

O que aconteceu no dia 28 de Outubro de 2009 é que o Partido, ainda no poder, assaltou e destruiu com sofisticada fraude as bases da RENAMO, o que é inaceitável.

Os poucos eleitores que foram recenseados e que iam votar na RENAMO não viram os seus nomes nos cadernos eleitorais.

 

A título de exemplo, em Angoche, desgastados e inconformados com a situação da ausência de seus nomes nos cadernos eleitorais, milhares e milhares de eleitores foram queixar-se na nossa Delegação Distrital, porque segundo disseram, foi a Renamo quem os mobilizou para se recensearem e chegada a hora do voto o STAE havia retirado, deliberadamente, os seus nomes dos cadernos eleitoral. A população enfurecida e porque não confia nas autoridades policiais, nem governamentais foi deixar seus cartões na referida delegação reclamando o facto de terem sido impedidos de exercer um direito cívico consagrado na Constituição da República de Moçambique.

 

A atitude destes eleito

res é uma clara demonstração de repúdio.

As eleições foram fraudulentas. O país está em crise.

Queremos que se crie um Governo de transição para que um novo recenseamento eleitoral abrangente seja feito, novas eleições tenham lugar e que um governo legal e legitimo seja empossado.

 

A semelhança dos boletins de voto pré-votados a favor do Partido ainda no Poder, e do seu candidato, que já apresentamos a imprensa, estes cartões  vêm dar testemunho de que quando a Renamo fala, prova e comprova o que diz.

 

Milhares e milhares de eleitores ficaram interditos de exercer o seu direito de voto, originando elevadas taxas de absentismo.

 

As eleições de 28 de Outubro foram uma farsa para o Inglês ver, daí que os seus resultados, porque viciados, são inaceitáveis.

 

Por conta disso, iremos manifestar o nosso repúdio, até que sejam supridas todas irregularidades legitimadas por um pacote eleitoral, que como estão recordados, foi aprovado unilateralmente pelo Partido no Poder fazendo valer a ditadura do voto da maioria.

 

Fomos golpeados pela Frelimo. Não perdemos!

 

                                      

Maputo, 6 de Novembro de 2009